Hoje começa a pequena turnê que faremos com o Algaravia (www.algaravia.mus.br) pelo SESI-SP. Por coincidência esse show será na nossa cidade de origem, Campinas/SP. O Bruno Ribeiro (www.twitter.com/brsamba) escreveu essa matéria sobre o show de hoje, leiam:
Bom de ouvir
MÚSICA / Quinteto Algaravia, que se equilibra entre o popular e o erudito, faz apresentação no teatro do Sesi-Campinas
Por Bruno Ribeiro (da agência Anhaguera)
O quinteto Algaravia, formado por alunos e ex-alunos da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), lançou seu primeiro CD no ano passado. O álbum, que leva o nome do grupo, preza pela sofisticação dos arranjos feitos para o repertório camerístico adotado pelos músicos.
O resultado pode ser conferido hoje, no show que o grupo apresenta no teatro do Sesi-Campinas.
Segundo o violonista e arranjador Rafael Thomaz, a proposta do quinteto é subverter a fronteira que separa a música erudita da música popular. Este objetivo é alcançado com sutileza a partir da interpretação de obras de compositores que transitaram nesse limiar, como Heitor Villa-Lobos, Camargo Guarnieri, Astor Piazzolla, Claude Debussy e Erik Satie.
As faixas do disco (que serão executadas no show) foram originalmente compostas para quintetos de música popular instrumental — formados por violão ou guitarra, piano ou acordeon, saxofone, contrabaixo e bateria. As composições selecionadas sintetizam a formação musical de cada integrante ao mesmo tempo em que transmitem ao ouvinte (e ao público) a sensação de unidade.
Além de Rafael Thomaz (violão e guitarra), o Algaravia conta com Eloá Gonçalves (piano e acordeon), Bruno Cabral (saxofone), Ricardo Lira (contrabaixo) e Fábio Augustinis (bateria e percus- são). Todos, de certa forma, respondem pela concepção do repertório e sua transposição para o palco. O destaque fica por conta da interpretação personalíssima de Gymnopédie no 1, de Erik Satie.
Uma das grandes qualidades do quinteto é o equilíbrio entre virtuosismo e leveza. É marcante a influência exercida pelo jazz nos músicos, mas ela aparece de forma educada e pontual, nunca excedendo sua participação. O cuidado com a preservação e valorização da melodia é notável no trabalho realizado pelo Algaravia.
Algaravia, por sinal, é um termo um tanto irônico usado para definir um grupo como este. De algaravia (algo complexo ou incompreensível), o quinteto campineiro não tem nada. Seu som é requintado, mas facilmente aceito por todos os ouvidos. Para quem gosta de boa música instrumental, a apresentação é obrigatória.

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